3º Seminário Cultura do Acesso

Acessibilidade nas bibliotecas é tema de debate no 3º Seminário Cultura do Acesso

Foto: Felipe Abud. Descrição da Foto: Na sala multiuso da Biblioteca Pública Estadual do Ceará, a secretária executiva da Cultura do Ceará, Luisa Cela, aparece em primeiro plano do lado direito da foto em um movimento de fala gesticulando as mãos, enquanto a coordenadora de Artes e Cidadania da Secult, Valéria Cordeiro, está do lado direto. Ao fundo está um banner fixado do 3º Seminário Cultura do Acesso.

O Seminário Cultura do Acesso – em sua 3ª edição realizada pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará) – reuniu mais um Grupo de Trabalho (GT) interno, nesta quarta-feira, 9/2, na Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece), para tratar da acessibilidade nas bibliotecas. Estiveram presentes profissionais, gestores de equipamentos da Secult Ceará e membros do GT de Acessibilidade Cultural da Secult. O momento contou com a mediação da educadora museal Daina Leyton e da professora Carla Mauch, além da presença da secretária executiva da Cultura do Ceará, Luisa Cela; da coordenadora de Arte e Cidadania da Secult Ceará, Valéria Cordeiro; da diretora da Bece, Enide Vidal; e da gestora executiva da Bece, Suzete Nunes. Após trazer reflexões sobre os espaços museológicos, o seminário continua até amanhã (10/2), com foco na acessibilidade em espaços cênicos e centros culturais.

O Seminário Cultura do Acesso é uma agenda do programa de formação modular Percursos (In)Formativos que consiste em encontros que visam apresentar ideias e discutir informações que ajudem a pensar e elaborar políticas públicas estruturais de acessibilidade no âmbito da Cultura. Escutar, pesquisar, estudar, debater é, portanto, um princípio fundamental para esta jornada.

“Em parceria com três coordenadorias da Secult, a de Patrimônio e Memória (COPAM), Conhecimento e Formação (CCFOR) e Artes e Cidadania (CODAC), a gente tem realizado o programa Percursos (In)Formativos, o qual o Seminário Cultura do Acesso se insere. Também teremos os Colóquios Arte, Cultura e Pensamento e o Webinário Étnico Racial. Essas pautas fazem parte de um compromisso assumido pela Secretaria para o avanço e aprofundamento das discussões sobre os temas que possam ser compartilhadas para a gente a adotar no desenvolvimento das políticas e ações. O Seminário Cultura do Acesso já é uma programação ativa da Secult, e é um momento rico de trocas que devem acontecer em todos nossos dias de trabalho, inclusive com o Grupo de Trabalho de Acessibilidade Cultural, instituído em 2016 no âmbito da Secult. Esse momento é muito importante para estimularmos a troca entre a rede de equipamentos, no compartilhamento de soluções e tecnologias voltadas ao tema”, destacou, na ocasião, a secretária Luisa Cela, destacando também que a acessibilidade é uma diretriz da política pública de cultura.

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Foto: Felipe Abud. Descrição da foto: A foto mostra a cena do encontro. As pessoas sentadas em cadeiras, formando um meio círculo em torno da pessoa que está falando ao fundo da imagem, a secretária executiva da Cultura do Ceará, Luisa Cela. 

Biblioteca, cultura e acessibilidade

A Biblioteca Pública do Estado do Ceará (Bece) é referência em acessibilidade com seu Setor Braille inaugurado em 1979, como destacou a diretora do equipamento, Enide Vidal. “O setor surgiu a partir de um funcionário da biblioteca que tinha necessidade dessa leitura e a partir disso plantamos uma semente. Com a recente modernização, a biblioteca está bem equipada com scanner e máquinas atualizadas. Para nós isso é muito importante”, ressaltou.

A gestora executiva da Bece, Suzete Nunes, afirmou que a diretriz da Bece, enquanto equipamento cultural público, é pautada na acessibilidade. “A modernização da biblioteca impulsionou os objetivos de atender a todos. Temos feito uma programação cada vez mais acessível, em diálogo com artistas e técnicos”, pontuou a gestora.

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Foto: Felipe Abud. Descrição da foto: A foto mostra a cena do encontro. Em primeiro plano à esquerda está uma pessoa de costas em cadeira de rodas, que acompanha a programação. Ao fundo, se encontra a coordenadora de Artes e Cidadania da Secult, Valéria Cordeiro, e o banner do seminário. 

Em sua fala de abertura, por sua vez, Lara Lima, que integra o GT de Acessibilidade Cultural da Secult Ceará e trabalha no Museu da Cultura Cearense, destacou que incluir a acessibilidade nos equipamentos é um processo em andamento. “Desde 2016 no GT, temos conseguido desenvolver algumas coisas interessantes, como o próprio seminário. Brinco que a acessibilidade cultural é um trabalho de formiguinha. É muito bom ver nosso trabalho reconhecido e nosso maior intuito é transformar a acessibilidade em uma pauta transversal. É muito bom ver que as coisas estão evoluindo”, comentou.

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Foto: Felipe Abud. Descrição da foto: A foto traz a educadora museal Daina Leyton, enquanto fala para o público do seminário.

O diálogo entre cultura e acessibilidade foi destacado pela educadora Daina Leyton como um caminho necessário para se pensar mundos ideais possíveis. “Depois de trabalhar muito tempo com acessibilidade, penso que não se pode promover um acesso somente a um mundo que está aí, mas devemos pensar em uma acessibilidade para o que a gente quer que exista”, frisou.

Já a professora Carla Mauch fez um resgate histórico da acessibilidade como um direito e um dever. “A biblioteca até pouco tempo não era muito o lugar do público com deficiência. Temos um público cego que lutou muito para a garantia do acesso à leitura. A gente se esquece às vezes que tudo é um processo. Estamos sempre aprendendo”, acrescentou.

Fonte: (link do site da secult)

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